domingo, 9 de dezembro de 2007


corpo do teu corpo,
sou um corpo morto,
um adeus sem palavras,
sou a espuma fria
das ondas esfaceladas,
sou todos os homens e todos
os bichos que passaram por mim,
sou a árvore na terra,
as cinzas das árvores,
sou o pó do pó,
sou a diferença entre a realidade
e aquilo que poderia ter sido,
sou corpo do meu corpo,
sou o que sou e o que sou não chega
para nada.

ALEXANDRE MONTEIRO

domingo, 2 de dezembro de 2007


MINHAS FILHAS SÃO MEU MAIOR TESOURO!

domingo, 9 de setembro de 2007


Aves
desta canção astral
súbitas como sonhos
ou clarões
rompendo das estrelas,
levai-nos
do chão onde as cidades
podres nos poluem
ao céu deserto
e puro:
naves,
ao incerto mar
da eternidade.
Carlos de Oliveira, (1921-1980)

VIOLÊNCIA - ISABEL FILIPE

Quero sangrar a alma de uma vez, ela dói tanto, tanto... trespassada por uma dor sem limites vira-se do avesso e contorce-se de sofrimento, eu balanço nos dias encostada a um canto, seguro a face que já não reconheço.

Que é feito de mim?
Que é feito da minha vida?

Apago as velas de um aniversário só, apago as cinzas dos cigarros que ainda aquecem o quarto vazio, apago as tuas pegadas e deixo que me ardam as entranhas, pouco a pouco, bem fundo, sangrando como um animal ferido, sem dono, sem lugar onde ficar, assim sinto morrer devagar o meu pobre coração.
http://dancadelagrimas.blogspot.com/2007/08/di-me-alma.html


Sessenta anos se passaram e muito poucas foram as reflexões de caráter político-histórico, religioso e humanitário.

A noite de Cristal, dos vidros quebrados, do incêndio das Sinagogas, da destruição dos lares e instalações comerciais judaicas, da matança indiscriminada, da perseguição desenfreada, das prisões arbitrárias, do ódio racial e religioso solto pelas ruas das cidades e povoados alemães, não atingiu apenas aos judeus alemães, mas açambarcou toda a Europa e o Judaísmo mundial.

É preciso situar o fato dentro de um contexto histórico e político e não ficar dizendo que tudo aconteceu porque os judeus alemães estavam assimilados e diziam ser alemães judeus. Esta grande inverdade não explica nem justifica, apenas divide e confunde.

Hoje nós somos brasileiros judeus e nada disso justificaria um genocídio.

Existiam na época somente 350.000 judeus em toda a Alemanha, à procura de vistos para qualquer lugar do mundo por mais longínquo e inóspito que fosse.
Sem dinheiro para pagar os "afidavits" exigidos pelos Estados Unidos ou os vistos capitalistas do Governo Vargas, faziam filas diante dos Consulados de países estrangeiros e estavam totalmente isolados num país com censura total.
Cumpre notar que na Berlim da época existiam 14 sinagogas, uma com 4.000 lugares e duas Yeshivot e mestres de filosofia e pensamento judaico do gabarito de um Martin Buber.

A B’nai B’rith Européia, dirigida pelo saudoso e conhecidíssimo Rabino Léo Baeck não poupou esforços para informar ao mundo o que acontecia.

Aliás, cabe lembrar que a noite de Cristal aconteceu após a Anexação da Áustria e o assassinato do seu chanceler "Dolfuns", após a decretação das Leis Raciais na Itália por Mussolini, num momento em que centenas de milhares de judeus alemães tentavam atravessar os Alpes para se salvar.

A B’nai B’rith brasileira fundada pelo Dr. Lorch em 1931 e praticamente dissolvida pelo Governo Vargas, se manteve unida e tentou salvar 600 crianças judias alemães, o que na última hora foi impedido pelo Governo Brasileiro.

O mundo sabia, e silenciou, praticamente permitiu, deu o seu aval.

A encíclica pedida por Edith Stein (agora canonizada) ao Papa Pio XI para que condenasse o nazismo e a perseguição anti-semita e posicionasse a Igreja Católica claramente diante dos acontecimentos foi atendida e custou a vida do próprio Papa.
A referida encíclica teria vindo à luz justamente com o intuito de evitar a Noite de Cristal que já vinha sendo preparada há tempo e esperava apenas por algo que servisse de estopim, o que aconteceu com o assassinato de um funcionário na Embaixada Alemã em Paris, por um jovem judeu desesperado pelo fato de os pais poloneses que moravam na Alemanha terem sido deportados para a fronteira e estarem morrendo à mingua, como expulsos da Alemanha e não aceitos pela Polônia, destino este compartilhado por centenas de outras famílias judaicas.

Esta encíclica engavetada por Pio XII está vindo à luz agora em língua portuguesa numa publicação da Editora Vozes com o título "A Encíclica Escondida do Pio XI - Uma oportunidade perdida pela Igreja diante do anti-semitismo".
Na contracapa do referido livro encontramos o seguinte:
"Em junho de 1938, o Papa Pio XI encomenda a três jesuítas - um americano, um alemão e um francês - o projeto de uma encíclica destinada a denunciar o racismo e o anti-semitismo. Entregue em Roma, no final de setembro do mesmo ano, esse documento não chegou a ser publicado, nem utilizado.
Morre Pio XI em fevereiro de 1939.
O Cardeal Pacelli sucede-lhe com o nome de Pio XII e o Vaticano fica calado no momento em que se prepara o extermínio dos judeus na Europa".

Ao visitar recentemente o cemitério judaico de Berlim, junto com meu marido, testemunha ocular, como garoto da trágica Noite de Cristal em 10 de novembro de 1938, e ao ver as fileiras de túmulos com esta data, de todas as faixas etárias, mas principalmente de jovens, jurei a mim mesma que algo faria para resgatar a história e a imagem tão deturpada do judaísmo alemão.

Para que isto não se repita é preciso valorizar a Vida e o ser humano como indivíduo, é preciso lutar pela democracia, pelo direito de falar, de discordar, de atuar.
Mais do que nunca é necessário ser capaz de cumprir com as premissas e diretrizes judaicas, de um mundo Universal, atuando em prol da defessa dos Direitos Humanos de todos, independentemente de raça, cor, religião, etnia ou nacionalidade, sem restrição de idade, sexo ou posicionamentos, o direito à educação, à alimentação, à saúde física e mental, o direito a uma vida digna, decente e dignificante.
É preciso ter a coragem de enfrentar as doutrinas espúrias da superioridade, do preconceito, da intolerância, da pureza do sangue, e das novas nomenclaturas que surgem disfarçadas pelo poder da comunicação e do progresso, como socializantes, científicas e proféticas utilizando o campo fértil da Internet para envolver mentes despreparadas de jovens ávidos por novidades e profundos desconhecedores da História e do passado recente.

Este é o desafio do nosso tempo e somente uma Comunidade Unida será capaz de enfrentá-lo agora, para não ter que se lastimar depois.

POR: Edda Bergmann e Abrão Lowenthal

domingo, 26 de agosto de 2007

TEM DIAS QUE TUDO PARECE AMAMHECER NUBLADO, MESMO QUE O SOL ESTEJA RADIANTE. HOJE FOI UM DIA DESSES.
POR QUE É TÃO DIFÍCIL A PAZ?

VINIL3

VINIL 2

VINIL 1

Meu pai e minha mãe no meu aniversário de 2007


MINHAS FILHAS QUE
TANTO AMO.

"Ascending and Descending" (1960) - Escher

Um pátio interior é circundado por um edifício cujo telhado consiste numa escadaria onde tanto se pode subir como descer, sem que no entanto se consiga chegar nem acima nem abaixo.

“Drawing hands” (1948) - Escher

Uma folha de papel está presa a uma prancheta. A mão direita desenha a manga de uma camisa. Ela ainda não tem o trabalho concluído, mas um pouco mais à direita, uma mão esquerda que sai de dentro da manga, está já desenhada tão pormenorizadamente, que se levanta da superfície e, por sua vez, como se fosse uma parte viva do corpo, desenha a manga donde sai a mão direita.

Mauritus Cornelis Escher, nasceu em Leeuwarden na Holanda em 1898, faleceu em 1970 e dedicou toda a sua vida às artes gráficas. Na sua juventude não foi um aluno brilhante, nem sequer manifestava grande interesse pelos estudos, mas os seus pais conseguiram convencê-lo a ingressar na Escola de Belas Artes de Haarlem para estudar arquitectura. Foi lá que conheceu o seu mestre, um professor de Artes Gráficas judeu de origem portuguesa, chamado Jesserum de Mesquita.

Com o professor Mesquita, Escher aprendeu muito, conheceu as técnicas de desenho e deixou-se fascinar pela arte da gravura. Este fascínio foi tão forte que levou Mauritus a abandonar a Arquitectura e a seguir as Artes Gráficas. Quando terminou os seus estudos, Escher decide viajar, conhecer o mundo! Passou por Espanha, Itália e fixou-se em Roma, onde se dedicou ao trabalho Gráfico. Mais tarde, por razões políticas muda-se para a Suíça, posteriormente para a Bélgica e em 1941 regressa ao seu país natal.

Estas passagens por diferentes sítios, por diferentes culturas, inspiraram a mente de Escher, nomeadamente a passagem por Alhambra, em Granada, onde conheceu os azulejos mouros. Este contacto com a arte árabe está na base do interesse e da paixão de Escher pela divisão regular do plano em figuras geométricas que se transfiguram, se repetem e reflectem, pelas pavimentações. Porém, no preenchimento de superfícies, Escher substituía as figuras abstracto-geométricas, usadas pelos árabes, por figuras concretas, perceptíveis e existentes na natureza, como pássaros, peixes, pessoas, répteis, etc.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

sexta-feira, 3 de agosto de 2007


Coisa de maluco!
Tem coisas que nem Pitágoras explicaria. Aí vai uma delas... Pegue uma
calculadora pq não dá pra fazer de cabeça...
1- Digite os 4 primeiros algarismos de seu telefone (não vale
número de
celular);
2- multiplique por 80.
3- some 1.
4- multiplique por 250.
5- some com os 4 últimos algarismos do mesmo telefone.
6- some com os 4 últimos algarismos do mesmo telefone de novo.
7- diminua 250

8- divida por 2.
Reconhece o resultado???
É O NÚMERO COMPLETO DE SEU TELEFONE
Para essa eu tiro o chapéu...






Um sonho é para ser realizado, e o seu esta cada vez mais maduro.
Tenha atitudes positivas: a noite você sonha, de dia realize.
Eleve seu pensamento a Deus diariamente e agradeça tudo que conquistar.

Por favor, não se compare com ninguém.
Entenda de uma vez por todas que você e único.
Lance seu desafio ao Universo e diga:
Agora e a minha vez!

Sua determinação e do tamanho da sua necessidade.
Uma estrada só se vence quando se da o primeiro passo e sem olhar para
a distancia.

As boas novas se conquistam com pequenos gestos.

Faca de cada dia, um novo dia de vitoria.
Esqueça o passado, perdoe!
Liberte-se de qualquer amarra que possa te segurar no cais da tristeza.

Insista mais um pouco, de mais um passo.
Cuide de seus pensamentos e suas palavras.
Use tudo com bom senso.

Invista na sua paz, diga não quando precisar.
Dedique alguns minutos para cuidar de você diariamente.
Apaixone-se por tudo o que for fazer. Compre a ideia. Vista a camisa.

"O Sorriso é a manifestação dos lábios quando os olhos encontram o que o coração procura... E os olhos dizem o que a boca não consegue exprimir..."

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

http://img267.imageshack.us/img267/1738/animation1naturezafr6.gif
Três verbos existem que, bem conjugados, serão lâmpadas luminosas em nosso caminho:
- aprender
- servir
- cooperar

Três atitudes que exigem muita atenção:
- analisar
- reprovar
- reclamar

Três normas de conduta que jamais merecerão arrependimento:
- auxiliar com a intenção do bem
- silenciar
- pronunciar frases de bondade e estímulo

Três directrizes manternos-ão, invariavelmente, em rumo certo:
- ajudar sem distinção
- esquecer todo o mal
- trabalhar sempre

Três posições devemos evitar em todas as circunstâncias:
- maldizer
- condenar
- destruir

Três valores que, depois de perdidos, jamais serão recuperados:
- a hora passada
- a palavra falada
- a oportunidade perdida

Três programas sublimes se desdobram à nossa frente, revelando-nos a glória da vida superior:
- amor
- humildade
- bom ânimo

O Senhor nos ajude em nossas necessidades, a seguir sempre três abençoadas regras de salvação:
- corrigirmos em nós o que nos desagrada nos outros
- ampararmo-nos mutuamente
- amarmos uns aos outros


O melhor site de GIFs!



Na noite do dia 9/11/1938, o ministro da propaganda alemão, Joseph Goebbels, preparou um ataque às propriedades de judeus em toda a Alemanha, como castigo pela morte de um diplomata alemão, praticada por um judeu contra a deportação de seus pais para a Polônia. Os estilhaços de vidro das janelas de 7.500 casas e lojas de judeus deram a este evento o nome em alemão de "Kristallnacht" ou "A Noite do Vidro Quebrado".

No dia 3 deste mês, na maior parte das aldeias e vilarejos da Faixa de Gaza e Cisjordânia, milhares de lares, escolas e lojas palestinos tiveram suas janelas e vitrines estilhaçadas por causa do impacto dos foguetes e granadas de Israel. Cerca de 600 crianças escaparam milagrosamente da morte naquele dia, quando a escola foi atingida minutos após ter sido evacuada. Milhares de outras crianças esconderam-se em suas casas.

Desde aquele dia, os bombardeios não pararam mais e mísseis, granadas e bombas têm atingido as crianças com frequência. As casas são sistematicamente alvejadas pelas armas israelenses de fabricação americana, seus moradores transformados em sem-teto e suas crianças assassinadas.

Portanto, quantas crianças você matou hoje, sr. Sharon? As crianças da Palestina tornaram-se vítimas da impotência árabe e da subserviência americana à lógica israelense. Será que importa se o presidente George W. Bush pediu ou não ao primeiro-ministro Ariel Sharon para não matar o presidente palestino, Yasser Arafat , porque ele deu sinal verde para matar as crianças palestinas? É como um monstro perguntando para a mãe qual dos filhos deve ser devorado primeiro.

Os Estados Unidos não estavam provando sua neutralidade ao pedir que Sharon poupasse a vida de Arafat e a de sua Autoridade Palestina. Na verdade, os Estados Unidos são cúmplices do terrorismo israelense contra civis inocentes, homens, mulheres e crianças palestinos. As duas últimas semanas demonstraram - ainda que tal prova fosse necessária - que Israel e Washington estão agindo em parceria. Há uma grande diferença entre a meia neutralidade de Bush e de sua administração adotada antes dos ataques de 11 de setembro e a atual posição de total apoio a Sharon e suas ações.

A administração Bush está irritada com os árabes por não apoiarem sua "guerra contra o terror". Portanto, Bush precisa do Congresso e assim tem que prostrar-se a Israel. Mas, porque as crianças palestinas devem ser o preço a ser pago? Por que a administração americana está lançando todo seu peso em apoio ao terror israelense sem ao menos apresentar a desculpa de uma iniciativa de paz baseada nas resoluções da ONU? Palavras vãs sobre um estado palestino não bastam. Os americanos foram muito longe ao apoiar a humilhação deliberada de Arafat por Israel.

O líder palestino está sob prisão domiciliar; ele não pode se mover entre as cidades da Palestina, e muito menos deixar o país. Israel cancelou toda a agenda de Arafat, deixando-o "livre" para combater a oposição palestina.

Esta política - que também tem sido apoiada pela União Européia - não levará à submissão; pelo contrário, só a mais resistência. Matará qualquer oportunidade de entendimento e abrirá o caminho para o extremismo. Em resumo, esta política coloca os Estados Unidos e o ocidente no bolso de Sharon que não quer a paz em absoluto. E nem foi o gênio de Sharon nem a eterna inimizade entre ocidente e oriente que nos levou a esta confusão. Foi por causa do desempenho exremamente pobre de nossa parte - associado ao apoio americano e ocidental ao terrorismo de estado.

O que é esta nova definição de terrorismo que está surgindo entre nós sem que a tivéssemos percebido? Por muitas razões, a administração americana abriu os portões para todos os países participarem da "guerra contra o terror", declarada logo após os ataques de 11 de setembro. Israel ficou excluída de se integrar a esta nova coalizão enquanto os países árabes eram convidados a se juntar a ela. Nenhum país ou organização árabe foi tido como parte hostil. Washington descreveu o terror que ele queria combater como "internacional" - ou seja, atos violentos que atingem países não diretamente envolvidos em conflitos. Isto significava que os movimentos de libertação nacional tinham o direito de resistir enquanto eles não atingissem outras partes.

Esperava-se que esta definição agradasse aos árabes. No entanto, os regimes árabes em lugar de aceitá-la e adotar medidas práticas, insistiram numa definição clara, formalmente aceita a nível internacional. Alguns regimes árabes queriam limitar a definição de terrorismo para que não viesse a criar no futuro situações que pudessem minar seus próprios interesses e ações. Outros regimes árabes estavam interessados em acusar as nações ocidentais de terem dado abrigo a dissidentes políticos acusados de apoiarem o terrorismo.

A agitação oficial árabe, associada à tradicional hostilidade a Washington por parte da opinião pública árabe, e, finalmente a série de bombas suicidas que atingiram civis israelenses, levaram Washington a mudar seu conceito de terrorismo. Agora, terrorismo tornou-se qualquer ato que leve à morte de civis, apesar de sua motivação política.

Esta nova definição se encaixou em Israel - principalmente se a resistência palestina continuar em seus esforços de atingir soldados e colonos israelenses. Ao mesmo tempo, Israel foi absolvido de sua responsabilidade pela morte de civis e crianças inocentes, como temos visto desde 3 de dezembro. - quando Washington começou a apoiar o terrorismo de estado.

Tal política - tal definição - abre a possibilidade para que outros regimes opressivos cometam abusos contra suas respectivas populações e cuja resistência possa ser descrita como terrorismo.

Desde 11 de setembro, muitos países - como a Rússia, Turquia, Filipinas e outros - vêm tentando enquadrar suas minorias oprimidas como terroristas e pedindo a Washington que tolere suas medidas repressivas contra tais minorias como um preço para se aliarem à coalizão anti-terror. As leis foram mudadas e as liberdades civis reduzidas na Europa, e acordos feitos entre nações democráticas e menos democráticas às custas dos dissidentes. A porta agora está escancarada para os regimes repressivos oprimirem os dissidentes e as minorias, sob o pretexto do terrorismo.

Existem outras razões para a precipitação contra os árabes: o desejo de vingança pela satisfação árabe com a destruição do dia 11 de setembro. Washington exagerou a importância da al-Qaeda e do Taleban para que a vitória sobre eles fosse percebida como uma grande conquista - ou para justificar a demora nessa vitória. Mas o balão Taleban esvaziou em tempo recorde e Washington teve sua vitória sobre este "adversário fantástico". Aqueles que depositaram suas esperanças no Taleban então receberam um golpe moral esmagador que se soma ao da guerra de junho de 1967 e da derrota do Iraque em 1991. O perigo em tudo isto é a possibilidade de que Washington (com o estímulo israelense) possa acreditar que vitórias semelhantes contra os países árabes possa ser alcançada tão facilmente quanto a do Afeganistão.

Agora está claro que a definição de terrorismo se estende àqueles países que abrigam ou ajudam terroristas. Obviamente que não será à Inglaterra, à Espanha, à Irlanda, à Alemanha ou mesmo à América (com todos os terroristas locais) que a definição se refere, e sim aos países árabes que já estão na lista americana de terroristas acrescida de outros que convenientemente possam vir a fazer parte, de acordo com a oportunidade.

A Autoridade Palestina, por exemplo, não faz parte desta lista, mas transformou-se na primeira vítima desta nova política. A AP está sendo obrigada a aceitar esta nova política. Todos os países árabes estão abertos para o mesmo destino se eles inconsequentemente decidirem não cumprir com as exigências desta nova política americana - e receberão o mesmo nível de apoio (ou seja, nenhum) da irmã dos países árabes e da comunidade internacional, da mesma forma que os palestinos estão recebendo hoje.

Foi isto o que aqueles que aplaudiram o Taleban e a al-Qaeda fizeram a nós e a eles próprios. Foi a isto que a fracassada política árabe nos levou.

Abdeljabbar Adwan é um analista palestino que escreveu este artigo para o The Daily Star

Sou a convergência de várias idéias que não deram certo e foram recicladas. Sou o conjunto de pensamentos de muitos, com a qualidade de poucos.
BRUNO MARTINS

Edda Bergmann
Abrão Lowenthal


60 anos após a Noite de Cristal


Sessenta anos se passaram e muito poucas foram as reflexões de caráter político-histórico, religioso e humanitário.

A noite de Cristal, dos vidros quebrados, do incêndio das Sinagogas, da destruição dos lares e instalações comerciais judaicas, da matança indiscriminada, da perseguição desenfreada, das prisões arbitrárias, do ódio racial e religioso solto pelas ruas das cidades e povoados alemães, não atingiu apenas aos judeus alemães, mas açambarcou toda a Europa e o Judaísmo mundial.

É preciso situar o fato dentro de um contexto histórico e político e não ficar dizendo que tudo aconteceu porque os judeus alemães estavam assimilados e diziam ser alemães judeus. Esta grande inverdade não explica nem justifica, apenas divide e confunde.

Hoje nós somos brasileiros judeus e nada disso justificaria um genocídio.

Existiam na época somente 350.000 judeus em toda a Alemanha, à procura de vistos para qualquer lugar do mundo por mais longínquo e inóspito que fosse.
Sem dinheiro para pagar os "afidavits" exigidos pelos Estados Unidos ou os vistos capitalistas do Governo Vargas, faziam filas diante dos Consulados de países estrangeiros e estavam totalmente isolados num país com censura total.
Cumpre notar que na Berlim da época existiam 14 sinagogas, uma com 4.000 lugares e duas Yeshivot e mestres de filosofia e pensamento judaico do gabarito de um Martin Buber.

A B’nai B’rith Européia, dirigida pelo saudoso e conhecidíssimo Rabino Léo Baeck não poupou esforços para informar ao mundo o que acontecia.

Aliás, cabe lembrar que a noite de Cristal aconteceu após a Anexação da Áustria e o assassinato do seu chanceler "Dolfuns", após a decretação das Leis Raciais na Itália por Mussolini, num momento em que centenas de milhares de judeus alemães tentavam atravessar os Alpes para se salvar.

A B’nai B’rith brasileira fundada pelo Dr. Lorch em 1931 e praticamente dissolvida pelo Governo Vargas, se manteve unida e tentou salvar 600 crianças judias alemães, o que na última hora foi impedido pelo Governo Brasileiro.

O mundo sabia, e silenciou, praticamente permitiu, deu o seu aval.

A encíclica pedida por Edith Stein (agora canonizada) ao Papa Pio XI para que condenasse o nazismo e a perseguição anti-semita e posicionasse a Igreja Católica claramente diante dos acontecimentos foi atendida e custou a vida do próprio Papa.
A referida encíclica teria vindo à luz justamente com o intuito de evitar a Noite de Cristal que já vinha sendo preparada há tempo e esperava apenas por algo que servisse de estopim, o que aconteceu com o assassinato de um funcionário na Embaixada Alemã em Paris, por um jovem judeu desesperado pelo fato de os pais poloneses que moravam na Alemanha terem sido deportados para a fronteira e estarem morrendo à mingua, como expulsos da Alemanha e não aceitos pela Polônia, destino este compartilhado por centenas de outras famílias judaicas.

Esta encíclica engavetada por Pio XII está vindo à luz agora em língua portuguesa numa publicação da Editora Vozes com o título "A Encíclica Escondida do Pio XI - Uma oportunidade perdida pela Igreja diante do anti-semitismo".
Na contracapa do referido livro encontramos o seguinte:
"Em junho de 1938, o Papa Pio XI encomenda a três jesuítas - um americano, um alemão e um francês - o projeto de uma encíclica destinada a denunciar o racismo e o anti-semitismo. Entregue em Roma, no final de setembro do mesmo ano, esse documento não chegou a ser publicado, nem utilizado.
Morre Pio XI em fevereiro de 1939.
O Cardeal Pacelli sucede-lhe com o nome de Pio XII e o Vaticano fica calado no momento em que se prepara o extermínio dos judeus na Europa".

Ao visitar recentemente o cemitério judaico de Berlim, junto com meu marido, testemunha ocular, como garoto da trágica Noite de Cristal em 10 de novembro de 1938, e ao ver as fileiras de túmulos com esta data, de todas as faixas etárias, mas principalmente de jovens, jurei a mim mesma que algo faria para resgatar a história e a imagem tão deturpada do judaísmo alemão.

Para que isto não se repita é preciso valorizar a Vida e o ser humano como indivíduo, é preciso lutar pela democracia, pelo direito de falar, de discordar, de atuar.
Mais do que nunca é necessário ser capaz de cumprir com as premissas e diretrizes judaicas, de um mundo Universal, atuando em prol da defessa dos Direitos Humanos de todos, independentemente de raça, cor, religião, etnia ou nacionalidade, sem restrição de idade, sexo ou posicionamentos, o direito à educação, à alimentação, à saúde física e mental, o direito a uma vida digna, decente e dignificante.
É preciso ter a coragem de enfrentar as doutrinas espúrias da superioridade, do preconceito, da intolerância, da pureza do sangue, e das novas nomenclaturas que surgem disfarçadas pelo poder da comunicação e do progresso, como socializantes, científicas e proféticas utilizando o campo fértil da Internet para envolver mentes despreparadas de jovens ávidos por novidades e profundos desconhecedores da História e do passado recente.

Este é o desafio do nosso tempo e somente uma Comunidade Unida será capaz de enfrentá-lo agora, para não ter que se lastimar depois.
http://www.riototal.com.br/comunidade-judaica/juda6c1.htm

AMIGOS!
SÃO AQUELES QUE NOS ENTENDEM....
SEM PERGUNTAR O PORQUE.
SEM JULGAR.
SÓ NO ABRAÇAM E DIZEM QUE NOS AMAM, COM NOSSOS DEFEITOS E ACERTOS

AMIGOS


domingo, 15 de julho de 2007

BOA SEMANA

Que a semana que se inicia seja boa para todos, que os dias sejam iluminados e as noites vibrantes. Que os corações se encontrem e forme uma corrente de amor.

quinta-feira, 12 de julho de 2007



Quando...

É jovem, não tem experiência.

É velho, está superado.

Não tem automóvel, é um coitado.

Tem automóvel, chora de "barriga cheia".

Fala em voz alta, vive gritando.

Fala em tom normal, ninguém escuta.

Não falta ao Colégio, é um "Caxias".

Precisa faltar, é "turista".

Conversa com os outros professores,

está "malhando" os alunos.

Não conversa, é um desligado.

Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.

Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.

Não brinca com a turma, é um chato.

Chama à atenção, é um grosso.

Não chama à atenção, não sabe se impor.

A prova é longa, não dá tempo.

A prova é curta, tira as chances do aluno.

Escreve muito, não explica.

Explica muito, o caderno não tem nada.

Fala corretamente, ninguém entende.

Fala a "língua" do aluno,

não tem vocabulário.

Exige, é rude. Elogia, é debochado.

O aluno é reprovado, é perseguição.

O aluno é aprovado, "deu mole".

É, o professor está sempre errado mas, se

você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

http://groups.msn.com/riwersun/suapginadaweb14.msnw

Mafalda era uma menina precoce, sempre preocupada com a humanidade, a paz e os direitos humanos. Ela vivia na Argentina em meados dos anos 60 e início dos 70, odiava sopa, era muito patriota e gostava dos Beatles. Mafalda, sua família (mãe, pai e o irmão menor Guille) e amigos (Felipe, que não gostava de ir à escola, o “empresário-mirim Manolito, a desmiolada Susanita, o simpático Miguelito, que deseja ser famoso, a baixinha Libertad, entre outros tantos) formam uma turminha celebrizada em dez livros do cartunista argentino Quino. Aliás, ele criou Mafalda quando lhe encomendaram tiras para ilustrar uma campanha publicitária de uma empresa de eletrodomésticos, a Mansfield. Da publicidade para as revistas e jornais foi um pulo e daí, para a televisão, principalmente na Itália e Espanha.
Coisa de maluco!
> Tem coisas que nem Pitágoras explicaria. Aí vai uma delas... Pegue uma
> calculadora pq não dá pra fazer de cabeça...
> 1- Digite os 4 primeiros algarismos de seu telefone (não vale
> número de
> celular);
> 2- multiplique por 80.
> 3- some 1.
> 4- multiplique por 250.
> 5- some com os 4 últimos algarismos do mesmo telefone.
> 6- some com os 4 últimos algarismos do mesmo telefone de novo.
> 7- diminua 250.
> 8- divida por 2.

>
>
>
>
> *Reconhece o resultado???
> * *É O NÚMERO COMPLETO DE SEU TELEFONE
> * *Para essa eu tiro o chapéu...
> *
>
ATENÇÃO – MUITO IMPORTANTE

Se alguma vez você encontrar colado na sua porta ou portão (junto a campainhas, etc) qualquer autocolante com um destes símbolos, retire-os imediatamente pois são utilizados por grupo de assaltantes que assim se comunicam entre si.
Atenção para não deixar a peteca cair!
"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia-noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo...ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro...ou me sentir encorajado para administrar
minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde...ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria...ou posso ser grato por ter nascido.
Posso sentir tédio com as tarefas da casa...ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos...ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim."

Charles Chaplin.
BRINCADEIRA DE CLARISSE:
-Leia este texto curtinho de Clarisse Lispector.
"Não te amo mais
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...
"Agora, leia de baixo para cima e experimente uma subversão da ordem
dos fatores alterando o

BODAS CASAMENTO

01

algodão

26

jade

51

uva

76

cipestre

02

couro

27

acaju

52

lírio

77

alfazema

03

trigo candial

28

níquel

53

caju

78

benjoim

04

cera

29

veludo

54

milho

79

café

05

madeira

30

pérola

55

orquídea

80

carvalho

06

gipso

31

baldana

56

violeta

81

cacau

07

32

cobre

57

jasmim

82

cravo

08

papoula

33

pórfiro

58

dália

83

begônia

09

faiança

34

âmbar

59

açucena

84

crisântemo

10

estanho

35

rubi

60

diamante

85

girassol

11

coral

36

musselina

61

castanheira

86

hortência

12

seda

37

papel

62

alecrim

87

nogueira

13

junquilho

38

mercúrio

63

trigo

88

pereira

14

chumbo

39

crepe

64

eucalipto

89

figueira

15

cristal

40

esmeralda

65

jacarandá

90

álamo

16

safira

41

ferro

66

mármore

91

pinheiro

17

rosa

42

madrepérola

67

acácia

92

salgueiro

18

turquesa

43

flanela

68

margarida

93

imbuia

19

cretone

44

topázio

69

amor

94

palmeira

20

porcelana

45

prata dourada

70

platina

95

sândalo

21

opala

46

lavanda

71

zinco

96

oliveira

22

bronze

47

cachemira

72

aveia

97

abeto

23

berilo

48

ametista

73

manjerona

98

pinheiro

24

cetim

49

cedro

74

macieira

99

salgueiro

25

prata

50

ouro

75

alabastro

100

jequitibá