domingo, 9 de dezembro de 2007


corpo do teu corpo,
sou um corpo morto,
um adeus sem palavras,
sou a espuma fria
das ondas esfaceladas,
sou todos os homens e todos
os bichos que passaram por mim,
sou a árvore na terra,
as cinzas das árvores,
sou o pó do pó,
sou a diferença entre a realidade
e aquilo que poderia ter sido,
sou corpo do meu corpo,
sou o que sou e o que sou não chega
para nada.

ALEXANDRE MONTEIRO

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